Morreu hoje (05/09/2008) aos 51 anos Cleyde do Prado Maia em conseqüência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido no dia anterior. Para que não sabe, esta mulher era a mãe que perdeu sua filha, Gabriela Prado Maia aos 14 anos morta por uma bala perdida durante um tiroteio entre policiais e assaltantes do metrô na estação São Francisco Xavier, na Tijuca em 2003.

A perda da filha levou Cleyde a se engajar na luta contra a impunidade e a violência urbana no Rio. Ela participava diretamente da comissão formada pelo movimento Rio de Paz para diálogo permanente com a Secretaria de Segurança do estado. Fundou a ONG Gabriela Sou da Paz e constantemente organizava passeatas e outros movimentos procurando alertar para o caos da segurança no Rio de Janeiro.

Cleyde do Prado Maia, será cremada amanhã e suas cinzas serão jogadas na Praia da Barra da Tijuca, assim como ocorreu com sua filha, Gabriela Prado Maia. O pai de Gabriela, Carlos Santiago, informou que a família receberá as cinzas três dias após a cremação.

Santiago – que foi casado com Cleyde por 21 anos e voltou a se aproximar dela após a morte da filha – informou também que, neste momento, Cleyde está sendo submetida a cirurgias para remoção de órgãos que serão doados, cumprindo o último desejo da mãe de Gabriela.

– Na morte da Gabriela, a Cleyde sofreu muito diante das dificuldades de se doar os órgãos. Então fez questão de liderar um movimento na família para assinar os documentos determinando que seus órgãos fossem doados. Estamos realizando o último desejo da Cleyde – afirmou Carlos Santiago.

Médicos do Rio Transplante, que estão participando da operação, informaram a Santiago que até ossos de Cleyde serão aproveitados na doação. Os médicos avaliaram que o coração de Cleyde está em bom estado, mas não se sabe ainda se será aproveitado por algum receptor pelo fato de a doadora ter mais de 50 anos de idade.

Bom, aqui vai mais uma cidadâ que sentiu na pele o caos da falta de segurança no estado. Enquanto isso os assassinos de sua filha provavelmente estão praticando crimes de dentro da cadeia, utilizando celulares e provavelmente dentro de alguns anos estarão de volta as ruas. Fica aqui minha indignação.

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