O Google abriu segunda-feira, 24, uma nova frente em sua campanha de lobby em Washington para tentar abrir mais acesso a ondas da internet sem fio (WiFi).

Os esforços recentes podem levar ao que a empresa gigante chamou de “WiFi 2.0”, uma rede de internet informal, pouco regulamentada, de baixos custos e com “transmissão de dados a gigabytes por segundo.”

Se os agentes reguladores concordarem com o plano, novos aparelhos que usem o serviço poderão estar no mercado já no próximo ano, disse Rick Whitt, advogado do Google em Washington.

O novo passo foi dado em uma carta à Federal Communications Commission (FCC) uma semana após o leilão da faixa de freqüência de ondas de 700 megahertz. Essas freqüências, que serão abandonadas pelas redes de TV quando elas se converterem dos sinais analógicos aos digitais, em 2009, têm grande alcance e são capazes de penetrar paredes espessas. O leilão é visto como última chance para que novos concorrentes ingressem no mercado de comunicação sem fio.

O leilão refletiu a primeira campanha de lobby de sucesso do Google em Washington, uma vez que a FCC exigiu do vencedor de uma parte do espectro que executasse uma rede aberta a quaisquer aparelhos e serviços de internet.

No entanto, o leilão não atingiu outro objetivo do Google, que era estimular a competição por broadband como uma maneira de baixar os preços. Os grandes vencedores do espectro fornecido foram a AT&T e a Verizon Wireless, garantindo que o status quo da indústria permanecesse o mesmo.

O foco deste último esforço de lobby do Google é o chamado “espaço branco”, uma porção não utilizada do espectro das ondas de TV que fica entre as faixas regulamentadas. Uma coalizão de empresas de tecnologia norte-americanas, incluindo o Google, argumentou que algumas dessas porções de espectro poderiam ser organizadas para suportar um novo serviço de internet sem-fio de alta velocidade.

Desafios técnicos que têm dificultado esse esforço e reforçado o argumento dos radiodifusores norte-americanos de que um novo serviço que pode interferir com a transmissão dos sinais de TV.

Embaraçosamente, um dispositivo da Microsoft falhou nos testes da FCC ano passado, apesar da companhia de softwares ter dito posteriormente que parte do maquinário estava quebrado e que o dispositivo consertado funcionou normalmente.

Segunda-feira, 24, o Google propôs uma abordagem à tecnologia que Whitt chamou de “cinto e suspensórios”. Juntamente com a controversa abordagem “sensoriamento de espectro” usada pela Microsoft e outros, que tenta identificar quais partes do espectro estão em uso para evitar interferência, ele apoiou um plano da Motorola que evitaria que um dispositivo transmitisse em uma freqüência particular, a não ser que tivesse recebido um sinal especifico de “tudo livre” por um transmissor local.

O Google também foi mais longe e sugeriu que partes do espectro deveriam estar totalmente fora dos limites.

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